OEsquema

Quem é Quem na Folha de S.Paulo, 1973

Idas a Paracambi e condições sentimentais abaladas: entre lembranças de Joões Donato e Gilberto tomando uma vitória no bar e inventando novas concepções harmônicas e as lindas observações sobre conteúdo emocional, sensitivo e musical de um artista que nunca vai deixar de evoluir, era pra ser uma crítica, mas que belo louvor, mesmo assim e por isso mesmo, Folha de S.Paulo, 26 de setembro de 1973. Era tanta novidade no Quem é Quem que assustava os tradicionalistas, história da vida de Donato. Tudo de novo pela primeira vez, criação espontânea, quinta e sexta debutando ao vivo.

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Tárik de Souza escreve sobre Quem é Quem no jornal Opinião, 1973

Tárik de Souza comenta o vigor melódico e harmônico, a voz sincera e objetiva e os efeitos de múltiplo balanço tirados do piano elétrico com seu som pesado e de notas prolongadas no recém-lançado disco Quem é Quem, do desligado-mas-atento João Donato, em edição do jornal Opinião publicada na primeira semana de outubro de 1973.

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João Donato conta a João Gilberto sobre seu novo disco Quem é Quem, 1973

De Donas para Jonas, setembro de 1973, adorável carta detalhando o mágico processo de nascimento do disco “Quem é Quem“, ontem mesmo, há 40 anos, e agora só hoje dias 27 e 28 de fevereiro pela primeira vez ao vivo. Cada gol lindo, que nem é bom falar.

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Para o Jonas

“QUEM É QUEM” … é João DONATO

Tudo começou em Nova York ’72 quando encontrei com meus amigos Dom Um Romão (baterista) e Eumir Deodato (arranjador) – quando gravamos em 6 horas, 6 números instrumentais – gravação esta que atualmente está nas paradas de sucessos lá nos Estados Unidos, e se chama DONATO/DEODATO.

Chegando ao Brasil, na época do natal do ano passado, em um encontro casual com Agostinho dos Santos (na casa do Marcos Valle), papo vai – papo vem, Marcos resolveu me convidar para fazer um disco aqui no Brasil, que vem a ser justamente QUEM É QUEM… é JOÃO DONATO.

Dos 6 temas que gravamos nos E.E.U.U. DONATO/DEODATO, Agostinho sugeriu que acrescentássemos letras, que mais tarde ele mesmo iria gravar.

Começamos então a trabalhar todos os dias; eu, Marcos e Nana Caymmi – na seleção do material, modo de apresentação, letras para as músicas (quando então tive o prazer de conhecer meus parceiros Paulo Cesar Pinheiro, Geraldo Carneiro, João Carlos Pádua e até meu irmão Lysias Ênio), músicos para as gravações (quando tive a satisfação de rever alguns dos meus músicos favoritos e também de conhecer “novas aquisições”, como o guitarrista Hélio Delmiro, o baterista Lula, o percussionista Nana, o músico Novelli) – trabalho este que tendo começado em janeiro, só foi terminado em agosto deste ano.

Como se vê, é meu melhor trabalho em discos até o momento, tendo-se em conta o tempo o tempo que demorou, o que demonstra o máximo cuidado com que tudo aconteceu, e o resultado é um disco que sinceramente eu acho ADORÁVEL.

Técnica (Nivaldo e Toninho) parabéns; trabalho sério, com muito amor à coisas sérias (muito difícil acontecer). Love story. Enfim, vamos morrer todos abraçados, gritando ÔBA – como diz o produtor do meu próximo disco também para a ODEON, dr. Jorge Bernardo [Heimmachenflam] (o popular J. Canseira). Tempo estável, céu azul celeste, fim de linha, você é adorável. Você é indispensável… e isso acostuma.

Muito obrigado aos maestros Gaia, Dori Caymmi, Ian Guest e Tio (Laércio de Freitas), que fizeram as orquestrações exatamente como eu pedi nos meus arranjos.

Observem as 12 flautas nos números A RÃ e TERREMOTO (qualquer semelhança com uma feira na esquina de casa é simplesmente intencional) e é naturalmente uma coincidência eu estar compondo esta música momentos antes do último terremoto que abalou a cidade de Los Angeles. Rezei forte, e a reza está no disco. Até a voz da Evinha dizendo “estou com medo” está no disco.

Na música AMAZONAS, notem entre outras raridades, o piccolo-trumpete do FORMIGA, o harmonica (ou gaita de boca) do MAURICIO EINHORN – que também colaborou na gravação dos States – e também uma OCARINA, tentando fotografar em som a região da minha terra – RIO BRANCO, ACRE.

Impressionante a certeza, afinação e confiança na voz de Nana Caymmi na faixa MENTIRAS. Também “fora de série” estão os efeitos de percussão e as vozes de NOVELLI e NANÁ e NANA nas faixas 1) CALA BOCA MENINO, 2) NÃNA DAS ÁGUAS e 3) ME DEIXA (sendo que nesta, a censura não nos deixou cantar a letra de Geraldinho Carneiro).

No CALA BOCA MENINO, ouvem-se os meus metais e no ME DEIXA e NÃNA DAS ÁGUAS ouvem-se os 4 saxofones altos do maestro Gaia.

A novidade que eu introduzi no “QUEM É QUEM” é realmente minha voz. Eu sou João Donato – amigo do piano. Ele gosta mais de mim do que eu dele, porque a qualquer hora que eu chego, ele está à minha espera (sem reclamar a demora). Não digo nada – acaricio e ele fala. Com passes longos – rápidos e rasteiros. E é cada gol lindo, que nem é bom falar. Porque eu te amo. Te amo. Love story.

Na faixa CHOROU… CHOROU, é simplesmente sensacional o joguinho uníssono meu e do Helinho no solo. Entramos os dois dentro do gol, com bola e tudo, que realmente eu nem sei se o gol foi meu ou dele.

ATÉ QUEM SABE e AHIÊ são músicas românticas, com um ótimo trabalho de cordas do meu amigo Dori Caymmi – cobra bem criada, cobra de duas cabeças. E as letras se explicam por si mesmas.

CADÊ JODEL? foi escrita e dedicada à minha filha (hoje com 10 anos de idade) com letra do meu amigo e produtor Marcos Valle. Utilizei mais uma vez “os metais” sendo que desta vez “com surdinas” do princípio ao fim, para evitar o “barulho” do qual já gostei muito quando eu era garoto e comprava tudo que era disco de jazz – o que muito me influenciou naquela época – para contribuir com muitas idéias para a criação da tão falada e agora internacional [BOSSA NOVA].

FIM DE SONHO é realmente uma música para você adormecer ouvindo. Eu já fiz isso. É ótimo. A orquestração é “um banho”. As anotações são do meu amigo Ian Guest, natural da Hungria e radicado no Brasil há 8 anos mais ou menos – o que demonstra a naturalidade com que ele trabalha com os nossos temas.

Enfim, “QUEM É QUEM” é lindo.

Bom proveito e feliz fim de sonhos lindos – céu azul celeste – tempo estável – temperatura aqui na Glória 19°.

P.S. – Ah! ia me esquecendo. O meu melhor “muito obrigado” a Milton Miranda, à nossa querida rainha Elizabeth II e rei Phillip pela oportunidade de fazer uma coisa realmente linda.

Até um dia.

Sempre seu,
João Donato

Rio 13 de setembro de 1973

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40 Anos de Quem é Quem …é João Donato

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Dentro da série de comemorações de 80 anos de João Donato em 2014, nos próximos dias 27 e 28 de fevereiro, no Teatro do Sesc Pinheiros, show especial traz o álbum clássico de 1973 de João Donato “Quem é Quem” apresentado pela primeira vez ao vivo. Com banda nova com músicos de São Paulo incluindo integrantes da big band Bixiga 70 e com convidados como as cantoras Tulipa Ruiz e Mariana Aydar e o produtor original do disco, Marcos Valle, o espetáculo relembra o som e as canções do cultuado disco de Donato nos 40 anos do lançamento do LP que trazia hits como “A rã”, “Cala boca menino” e “Amazonas”.

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40 ANOS

João Donato está à vontade. Prestes a completar 80 anos – em agosto de 2014 -, continua produtivo, inspirado e moderno como sempre. Amigo íntimo da Música, Donato passou por todos os estilos ao longo da carreira, sempre livre, sempre à vontade. “Quem é Quem” foi seu primeiro disco com letra e cantado, produzido em 1973 por Marcos Valle no Brasil após longa temporada de Donato nos EUA. Gravado com participações de músicos como Hélio Delmiro, Bebeto Castilho, Lula Nascimento, Naná Vasconcelos e a cantora Nana Caymmi, o álbum trazia arranjos de cordas e sopros de Gaya, Laércio de Freitas, Ian Guest, Dori Caymmi e do próprio Donato, disco-símbolo da sonoridade perfeita dos discos brasileiros dos anos 70.

Carregado de brincadeiras em estéreo, groove no alvo e arranjos geniais, o disco tinha como essência muito piano elétrico com Donato no rhodes, canções instantaneamente clássicas e presença de espírito suficiente para por exemplo colocar no fim de uma música um solo de declamação de carta, falando d’“aquela poeira, rapaz, no caminho da cachoeira”. Com sua naturalidade tranquila e musicalidade máxima, Donato desde sempre fundia a espontaneidade do jazz com um agradável senso pop e musicalidade intensamente brasileira, e em “Quem é Quem” chegou a auge de criatividade em disco, mestre absoluto do zen-groovismo, das harmonias bem encontradas, da eterna busca das notas bonitas, do silêncio bem colocado.

Da mesma geração de João Gilberto e Tom Jobim, João Donato levou seu piano e canções ao jazz americano com músicos como Chet Baker, à música latina de figuras como Mongo Santamaria e Cal Tjader e muito da música brasileira dos últimos 40 ou 50 anos. “Quem é Quem” aparece na sua discografia logo após pérolas psicodélicas como seus discos americanos “A Bad Donato” e “Donato/Deodato” e logo antes dele iniciar relação com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa que renderia canções em parceria e aparições essenciais em discos como “Cantar” de Gal em 74 e “Qualquer Coisa” de Caetano em 1975.

Na época pouco apoiado por sua gravadora, coube a Donato cuidar do lançamento de seu disco “Quem é Quem”, ao subir no Morro da Glória e lá de cima lançar um por um uma caixa inteira de LPs para quem passava por ali. Apresentado ao vivo hoje pela primeira vez, quarenta anos depois do lançamento, o show que acontece no Sesc Pinheiros é especial, com encontro de João Donato com novos músicos de São Paulo, incluindo membros da banda paulistana Bixiga 70, e participação estrelares de Marcos Valle, grande inventivador e produtor do disco em 73, Mariana Aydar, amiga que em seu primeiro disco em 2006 já gravou com Donato, e Tulipa Ruiz, admiração mútua e encontro inédito e afetivo.

Espetáculo carinhosa e artesanalmente criado relembrando e atualizando o som do álbum que trazia clássicos como “A rã”, “Cala boca menino” e “Amazonas”. Com a simplicidade elegante de sua música e a sutileza e beleza que coloca a cada nota e a cada silêncio entre elas, João Donato é músico sem era, de todas as gerações. Seu tempo são todos: música bonita não tem época.

27 e 28 de FEVEREIRO, 21h
SESC PINHEIROS | RUA PAES LEME 195

FICHA TÉCNICA
MÚSICOS
Tulipa Ruiz, voz
Mariana Aydar, voz
Marcos Valle, voz, piano elétrico Fender Rhodes e minimoog
João Donato, voz, piano e piano elétrico Fender Rhodes
Marcelo Dworecki, baixo elétrico
Guilherme Kastrup, percussão
Décio 7, bateria
Mauricio Fleury, guitarra
Anderson Quevedo, sax tenor, sax barítono e flauta
Richard Fermino, trombone, clarone e flauta
Cuca Ferreira, sax barítono, flauta e flautim
REPERTÓRIO
Chorou, chorou (João Donato / Paulo Cesar Pinheiro)
Terremoto (João Donato / Paulo Cesar Pinheiro)
Amazonas (João Donato)
Fim de sonho (João Donato / João Carlos Pádua)
A rã (João Donato / Caetano Veloso)
Ahiê (João Donato / Paulo Cesar Pinheiro)
Cala boca menino (Dorival Caymmi)
Nãna das águas (João Donato / Geraldo Carneiro)
Me deixa (João Donato / Geraldo Carneiro)
Até quem sabe (João Donato / Lysias Enio)
Mentiras (João Donato / Lysias Enio)
Cadê Jodel (João Donato / Marcos Valle)
Não tem nada não (João Donato / Eumir Deodato / Marcos Valle)
Flor de maracujá (João Donato / Lysias Enio)
REALIZAÇÃO
Direção Ronaldo Evangelista
Produção Executiva Agogô Cultural
Técnico de som Fernando Narcizo
Técnico de PA Rubinho Marques
Desenho de Luz Marcos Franja
Roadie Júnior Zorato
Apoio Estúdio Traquitana
Foto Manoela Cardoso

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Goma-Laca 2014

Goma-Laca_2014

Dias oito e nove de fevereiro de 2014 no Sesc Vila Mariana, acontece o espetáculo Goma-Laca Volume II, Afrobrasilidades em 78 RPM, com releituras e versões de belos e pioneiros registros de música afrobrasileira – ritual e em seus desenvolvimentos em gêneros como emboladas, cocos, jongos, maracatus, a partir de discos 78 rotações, boa parte de pesquisa publicada aqui. Direção musical do maestro da Orkestra Rumpilezz, Letieres Leite, com grande banda e a participação de Juçara Marçal, Russo Passapusso, Karina Buhr e Lucas Santtana. Mais infos e pistas por aqui.

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Afrogomas

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No site Goma-Laca, investigação musical profunda, com artigo, playlist, recortes listando as mais antigas gravações brasileiras classificadas como “macumba”, “batuque”, “ponto”, “jongo africano” ou similares, com primeiros registros que temos notícia de candomblé, umbanda, sincretismos, inspirações, adaptações, interpretações de temas brasileiros com clara influência africana, principalmente por fins dos anos 1920 e comecinho dos 1930, lançados em 78 rotações de cera e goma.

Aquecimento pro espetáculo especial que acontece no Sesc Vila Mariana dias 8 e 9 de fevereiro, com direção musical do maestro Letieres Leite da Orkestra Rumpilezz e participação de Juçara Marçal, Russo Passapusso, Karina Buhr e Lucas Santtana, relendo e reinventando temas, canções, cocos, emboladas, batuques, achando origens e conectando inspirações de tempos idos e tempos chegados. Goma-Laca, Volume II.

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Dois mil e treze

Retrospectando vintetreze, coisas vistas, lidos e escritos, sons ouvidos, lugares idos, momentos vividos, ideias realizadas, top talvez treze, mas perdi a conta.


*Dirigir o espetáculo Amado, dedicado ao brilhante único disco, de 1972, spiritual samba e jazz profundo, de Amado Maita (1948-2005), criado ao lado de sua filha Luisa Maita e com grandes participações de Ed Motta, BNegão, Tiganá Santana, Bruno Morais e Curumin, com a direção musical e incríveis arranjos de Marcos Paiva, ao lado de seu mágico sexteto MP6, em fevereiro no Sesc Pinheiros.


*Mergulhar na obra de Baden e Vinicius (e além) e na amizade com Décio 7 e Guilherme Held para a criação do gran show Afrosampa, em novembro no Sesc Vila Mariana, dirigido por eles, com ajuda minha na pesquisa e participação de Criolo, Juçara Marçal, Marcelo Pretto e Kika, além de músicos especiais como Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Mauricio Badé, Cuca Ferreira, Romulo Nardes, Douglas Antunes e Daniel Gralha.

HowMusicWorks
*O livro How Music Works, de David Byrne, obsessão ali por volta de setembro/outubro e aprendizado intenso a cada página.


*O filme “Era Uma Vez Eu, Verônica“, de Marcelo Gomes, além de “Eu Ouviria as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios“, de Beto Brant e Renato Ciasca, e “Pina 3D“, de Win Wenders, todos assistidos no Cinesesc em abril em duas tardes agradabilíssimas dentro da mostra de melhores filmes do ano (e “Verônica” repetido dentro da mesma mostra em dezembro). E “Antes da Meia-Noite“, de Richard Linklater, e “Django Livre“, de Quentin Tarantino.

Dissonancias
*Conhecer em julho a incrível cidade modernista de Cataguases na Zona da Mata Mineira e participar do ótimo ciclo de debates Fórum Dissonâncias, ao lado de Pena Schmidt, Leonardo Lichote, Alex Antunes, Marcus Preto e Romulo Fróes.


*Frequentar a Mooca com o grande parceiro (dez anos trabalhando juntos!) Eugênio Vieira, visitar Jorge e os sebos Jovem Guarda e Presentes do Passado (rua da Mooca números 2631 e 3401) e com vários amigos grandes DJs realizar a série Garimpo, além das tardes com Seu Lino.

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*Em ano em que tirei o pé do acelerador de discotecagens, as poucas mas boas festas ao lado dos chapas de Veneno, Peba Tropikal e Mauricio Fleury, como no Boteco Pratododia, clube mais legal descoberto no ano.

Galileu260-MusicaLivre-mar13
*Conversar com Emicida, Tulipa, Thiago Pethit, Lucas Santtana, Bixiga 70, Curumin, para uma quase história oral do estado da música online, gratuita, distribuída, vendida, prensada hoje, a convite do editor e brother Alexandre Matias, e com direção de arte nota 10, reportagem de capa na revista Galileu em março – e que me fez depois cair na prova no vestibular da UNESP.

*Conversar com Roy Ayers, Nile Rodgers, Ron Carter, Naná Vasconcelos, Charles Bradley, Questlove, Leo Nocentelli e outras figuras fantásticas para reportagens na Folha Ilustrada ao longo do ano.

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*Fazer curadoria para o Cultura Inglesa Festival de artistas brasileiros em shows especiais de inclinação inglesa, escolhendo três atrações para uma ser a abertura do festival em maio de 2014.


*Os shows que vi de Metá Metá com Tony Allen na Serralheria em junho, Tulipa no Sesc Pompeia em setembro, as versões em vinil do disco de Tulipa e de Lucas Santtana, o relançamento de Carlos, Erasmo em LP, mais vários álbuns legais como o segundo do Bixiga 70 (também em vinil), o primeiro da Luz Marina, Feras Míticas do Garotas Suecas, a caixa Mestres Navegantes realizada por Betão Aguiar e o compacto Bruno Morais Contra a Vontade do Chão, entre tantos discos legais lançados este ano que ouvi e tantos ainda por ouvir.

*Entrar para a era dos telefones inteligentes, Android, Instagram e a coisa toda.

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*Encontrar mais meu ídolo e amigo João Donato no Rio e em São Paulo e fazer planos juntos para 2014.

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Funky Nuggets

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Sexta, dia de levar os discos pra matar saudade da pista, aparição especial na Funky Nuggets 10 @Boteco Pratododia: faço uma das minhas únicas discotecagens do ano ao lado do irmão Veneno Peba Tropikal e do chapa aniversariante Pedro Pinhel, só pepitas girando nas picapes.

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Afrosampa

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Os Afro-Sambas foram o ponto de partida. Grande honra fazer parte, contribuindo com achados e ideias, desse projeto criado e dirigido pelo Decio 7 com o Gui Held, dedicado ao universo dos sambas-afro, muitos que inspiraram, se inspiraram, ou simplesmente parentes atmosféricos dos temas de Baden e Vinicius, em releituras nada puristas mas muito respeitosas. Com a inacreditável banda reunindo Juçara Marçal, Marcelo Pretto, Kika, Criolo, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Romulo Nardes, Mauricio Badé, Cuca Ferreira, Daniel Gralha e Douglas Antunes, forças poderosas, inspiração profunda e elevação do espírito, quarta e quinta no Sesc Vila Mariana, ingressos esgotados.

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Despreocupadamente

Depois da seleção exclusiva de mambo brasileiro feita pro coletivo inglês Sofrito na mix Rum & Coca-Cola, sigo na pegada do ritmo caçando favoritas em LPs do mundo afora, agora passando por Cuba, Porto Rico, México, Califórnia, Nova York e, naturalmente, Brasil. Despreocupadamente, afro mambo jazz cha cha cha, seleção amorosa bailable pinçada em discos especiais, mixado em abril, 100% vinil, play imediato abaixo.

DESPREOCUPADAMENTE
Mixado por Ronaldo Evangelista, abril 2013.
100% vinil

Arthur Lyman – Babalik ka rin
Miguelito Valdés – Tabú
Monchito – Mambo shmambo
Noro Morales – Mambo mono
Mongo Santamaria – Para ti
Xavier Cugat – Donde estabas tu
Sonora Matancera – Cantala con su tambó
El Cubanito – Ave Maria Lola
Perez Prado – Machaca
Pepito y sus Cha Cha Chapas – Quem é
Bobby Christian – Me lo dijo adela
Chuy Reyes – Mocambo mambo
Tito Puente – Tampico
Simonetti – Cha cha cha egypcio
Sylvio Mazzucca – Cha-chazinho
Zezinho – Cha cha cha de las secretarias
Celio Balona – Despreocupadamente
Trio Los Panchos – Quiereme mucho
El Cubanito – Babalú

http://venenosoundsystem.com

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